Nosso Blog

Como Montar uma Política Básica de Acessos

Quando falamos de segurança digital, existe um princípio fundamental:
👉 Somente quem precisa acessar, acessa.

E é exatamente isso que uma Política Básica de Acessos faz. Ela define de forma simples quem pode acessar o quê, quando, e com qual nível de permissão, garantindo organização, segurança e rastreabilidade dentro da empresa.

Mesmo empresas pequenas precisam dessa política — e ela não precisa ser complicada. Este guia traz uma versão prática, objetiva e aplicável em qualquer negócio, sem jargão técnico.


O Que é Uma Política Básica de Acessos?

É um conjunto de regras que definem:

  • quem pode acessar determinado arquivo, sistema ou equipamento;
  • qual nível de permissão cada pessoa tem (ex.: somente leitura, edição, administração);
  • como entradas e saídas de usuários devem ser feitas;
  • como acessos são revisados e monitorados.

Ela evita situações comuns como:

  • ex‑funcionários com acesso ativo;
  • pastas abertas para toda a empresa sem necessidade;
  • senhas compartilhadas (um grande risco);
  • pessoas com mais privilégios do que deveriam.

Uma política de acessos é uma das formas mais simples de proteger dados e reduzir riscos internos.


Por que sua empresa precisa disso?

Mesmo equipes pequenas enfrentam problemas como:

  • arquivos apagados sem saber quem fez isso;
  • informações sensíveis liberadas para todos;
  • dependência de “quem sabe onde está” determinado documento;
  • acessos sem controle.

Além disso, falhas de acesso são uma porta aberta para:

  • ataques internos (intencionais ou acidentais);
  • vazamento de informações;
  • dificuldades em auditorias e exigências de clientes.

Uma política básica organiza a casa, traz clareza e melhora a segurança do ambiente digital.


Como Montar uma Política Básica de Acessos (Passo a Passo)

A seguir, um processo simples para criar a política, mesmo sem conhecimento técnico.


1. Liste os recursos que exigem controle

Exemplos comuns:

  • E-mail corporativo
  • Pastas de rede (financeiro, RH, comercial, etc.)
  • Ferramentas de gestão (ERP, CRM, sistema financeiro)
  • Equipamentos (notebooks, servidores, dispositivos)
  • Painéis administrativos (sites, plataformas, integrações)

O objetivo aqui é saber o que existe e precisa ser controlado.


2. Classifique o tipo de acesso necessário

Para cada recurso, defina níveis simples:

  • Somente leitura
  • Leitura e edição
  • Administrador (somente quando realmente necessário)

Assim fica fácil entender qual permissão dar a cada pessoa.


3. Classifique os usuários por função departamental

Crie grupos como:

  • Financeiro
  • Comercial
  • Operações
  • RH
  • Diretoria
  • TI

E defina:

Quem precisa de acesso a quê para trabalhar?

Essa lógica evita permissões exageradas ou desnecessárias.


4. Crie regras claras de entrada e saída de colaboradores

Isso evita um dos maiores riscos: ex‑funcionário com acesso ativo.

A política deve definir:

Quando alguém entra:

  • quais acessos devem ser criados;
  • quem aprova;
  • quem configura.

Quando alguém sai:

  • quando os acessos devem ser removidos (imediatamente);
  • quem é responsável por confirmar a exclusão;
  • o que fazer com os arquivos da pessoa.

Esse processo é essencial para evitar riscos internos e vazamento de dados.


5. Proíba o uso de senhas compartilhadas

É uma prática ainda comum em muitas empresas, mas perigosa.

Regras da política:

  • cada pessoa deve ter seu próprio usuário;
  • senhas devem ser individuais, seguras e trocadas periodicamente;
  • nunca deve existir “usuário geral” ou “usuário da equipe”.

Isso garante rastreabilidade: quem fez o quê, onde e quando.


6. Defina como são feitas as revisões periódicas

A política precisa prever auditoria interna simples:

  • Revisão mensal de acessos a pastas
  • Revisão trimestral de sistemas críticos
  • Revisão imediata ao sair um colaborador

Analise:

  • quem tem acesso demais;
  • quem não deveria ter;
  • acessos esquecidos.

15 minutos por mês evitam grandes problemas.


7. Documente tudo em um único lugar

A política deve ficar:

  • escrita;
  • acessível;
  • organizada.

Pode ser um documento simples com:

  1. O que é a política
  2. Objetivos
  3. Definições de níveis de acesso
  4. Regras de criação e exclusão de usuários
  5. Regras de senhas
  6. Fluxos de aprovação
  7. Periodicidade das revisões
  8. Responsáveis por cada etapa

Nada de burocracia — apenas clareza.


8. Treine o time rapidamente

A política só funciona se todos souberem:

  • o que podem fazer;
  • o que não podem;
  • a quem pedir acesso;
  • como lidar com informações sensíveis.

Um treinamento de 10 minutos já resolve.


Conclusão

Uma Política Básica de Acessos não é difícil, não exige TI avançado e nem muito tempo.
Mas ela aumenta muito a segurança, a organização e a confiança no ambiente da empresa.

Com regras simples, você evita riscos como:

  • acessos indevidos
  • perda de dados
  • vazamentos internos
  • usuários esquecidos
  • exposição de informações sensíveis

É um passo fundamental para qualquer negócio que queira crescer com segurança.

Está gostando do conteúdo? Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Post Recentes:

Menu

Redes